Exames & Procedimentos - Dr. Adorísio Bonadiman

Exames & Procedimentos

Balão Intragástrico

O balão intragástrico tem sido utilizado atualmente como terapia auxiliar na perda ponderal em determinadas situações, como nos pacientes portadores de sobrepeso (IMC de 25 a 29,9 Kg/M2) ou nos portadores de superobesidade (IMC > 50 Kg/M2), nesta última situação, atuando como uma “ponte” para o tratamento cirúrgico definitivo e naquela como auxílio para se chegar ao peso ideal.

Trata-se de um procedimento simples, realizado em caráter ambulatorial, sob sedação profunda, sem a necessidade de internação hospitalar. Introduzimos um balão de silicone até o estômago, sob visão e auxílio endoscópico. Em seguida, este balão é preenchido por cerca de 500 a 600 mL de uma solução de soro fisiológico associado a uma substância chamada Azul de Metileno. Caso ocorra uma ruptura espontânea do balão, o azul de metileno presente na solução será absorvido pelo intestino e dará uma coloração azul à urina, indicando que o paciente deve procurar o seu médico imediatamente.

A presença do balão na câmara gástrica promove sensação de saciedade (perda de apetite) e reduz a capacidade do estômago, ajudando a reduzir a quantidade de calorias consumidas. Importante ressaltar que o uso do balão deve ser associado a medidas dietéticas e à prática de atividade física para que aja sucesso na perda ponderal.

Apesar de a colocação e a retirada serem simples, o uso do balão pode gerar algum desconforto para o paciente, especialmente nos primeiros dias após a sua colocação. São comuns a ocorrência de náuseas, vômitos e dor epigástrica que em geral melhoram após 2 a 3 semanas. Complicações como úlceras no estômago e necrose com perfuração do fundo gástrico, apesar de extremamente raras, também podem acontecer.

Se você encontra-se com o peso um pouco acima do normal (sobrepeso) e tem dificuldades em perder peso apenas com dieta e atividade física ou se você está na faixa da superobesidade (IMC > 50 Kg/M2) e deseja perder um pouco do peso para reduzir o risco de uma cirurgia futura, converse com o seu médico a respeito do uso do balão gástrico como terapia auxiliar na perda ponderal. O resultado pode ser muito favorável quando esta técnica é adequadamente aplicada.

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Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE)

A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPER) é um procedimento que permite ao médico diagnosticar afecções no fígado, vesícula biliar, ductos biliares e pâncreas. O fígado é um órgão que, entre outras coisas, faz um líquido chamado bile que auxilia a digestão. A vesícula biliar é um órgão pequeno, em forma de pera, que armazena a bile até que seja necessária para a digestão. Os ductos biliares são canais que transportam a bile do fígado para a vesícula biliar e intestino delgado. Estes ductos são chamados algumas vezes de árvore biliar. O pâncreas é um órgão que produz substâncias químicas que ajudam a digestão e hormônios como a insulina.

A CPRE é utilizada primordialmente para diagnosticar e tratar condições dos ductos biliares como cálculos (pedras) de colédoco, estenoses inflamatórias (cicatriciais), fístulas (por trauma ou cirurgia) e câncer. A CPRE combina o uso de raios X e um endoscópio, o qual é um tubo longo e flexível, com iluminação e uma microcâmera na sua ponta. Através dele o médico pode ver o estômago e o duodeno por dentro, encontrar a papila de Vater (saída no intestino dos ductos biliar e pancreático), introduzir um cateter (sonda muito fina) através dele e injetar contraste para opacificar a árvore biliar e o pâncreas permitindo que sejam vistos aos raios X.

Este procedimento pode ser realizado com o paciente deitado de lado (decúbito lateral esquerdo) ou deitado de barriga para cima (decúbito dorsal) sob sedação ou anestesia geral. Um aparelho específico de endoscopia, chamado duodenoscópio, é introduzido até a topografia da papila duodenal maior (ou papila de Vater) para acessar a árvore biliar. Se o exame evidenciar um cálculo ou estreitamento dos ductos, o médico pode inserir acessórios pelo canal de trabalho do endoscópio para remover o cálculo ou aliviar a obstrução. Também poderão ser retiradas amostras de tecido (biópsias) para exame posterior.

As possíveis complicações da CPER são a pancreatite (inflamação do pâncreas), infecção, hemorragia e perfuração do duodeno. Excetuando-se a pancreatite, que ocorre em 5 a 7% dos pacientes submetidos a CPRE, os demais problemas não são comuns.

A CPER demora de 30 minutos a 2 horas. Nos exames realizados sob sedação, você pode sentir algum desconforto quando o médico injetar ar no seu duodeno e contraste nos ductos. Entretanto, os analgésicos e sedativos farão com que você não sinta muito desconforto. Após o procedimento, você ficará no hospital por 1 a duas horas até que termine a ação do sedativo. Nos procedimentos sob anestesia geral, em geral o paciente não sente qualquer desconforto. O médico se certificará que você não tem sinais de complicações antes de você ir embora. Se for executado algum tipo procedimento terapêutico durante a CPER, tal como a remoção de um cálculo, aconselhamos a observação hospitalar por 24 horas.

O seu estômago e duodeno precisam estar vazios para o procedimento ser acurado e seguro. Você não deve beber nem comer nada nas 8 horas que antecedem o exame. O médico precisará saber se você tem algum tipo de alergia, especialmente ao iodo, pois o contraste é iodado. Você também precisa providenciar alguém para leva-lo para casa pois não será permitido que você dirija automóvel, por causa dos sedativos. O médico poderá lhe fornecer outras instruções especiais.

Texto adaptado da Federação Brasileira de Gastroenterologia: http://www.fbg.org.br/Publicacoes/Exames/detalhe/20

Conheça o
Dr. Adorísio Bonadiman

Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) em 2006, fez residência médica em Cirurgia Geral - Programa Básico, seguido de Cirurgia Geral – Programa Avançado com ênfase em Cirurgia Laparoscópica e Cirurgia Oncológica [...]

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